Efemeramente Denise
Este é um espaço para troca de idéias, exposição de pensamentos e publicação mais diversa possível. Seria uma comunidade de letras, se isto não fosse tão limitado. É uma miscelânea de pensamentos, ou uma gota do meu oceano. Talvez.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Feliz ano (novo)!
mas um novo ano com tudo de velho
porque o velho não é ruim, é experiência
e a experiência é quem cria, quem transforma.
E a vida da gente não é um ano após o outro, mas uma sucessão de dias
então, que todos os dias sejam de ano novo
quero assim que minha sabedoria se consolide mais um tijolo, a cada dia
que eu consiga subir mais um degrau da minha jornada, a cada dia
que cada dia faça diferença, não seja movido pelo acordar-dormir dos dias vazios
que eu acompanhe minha filha a cada dia,e que tenhamos a cada dia mais um dia
porque hoje é o reflexo de ontem e o espelho do amanhã
quero que todo dia seja de criança
encantada com a brisa que toca, o sol que ilumina, a lua que cintila, as pessoas que vejo na rua
que não se faça distinção entre domingo e segunda, pois todos os dias têm seus prazeres
e que todos os dias tenham suas dúvidas, porque sem receios, a gente fica estagnado.
que os dias não tenham horóscopos nem previsões, tenham ações.
Porque o amanhã a gente começa a escrever hoje
e eu desejo a todos uma ótima história, sem preocupação com ponto final.
domingo, 25 de setembro de 2011
Efemérides
Então, uma efeméride é um fato relevante escrito para ser lembrado ou comemorado em um certo dia, ou ainda uma sucessão cronológica de datas e de seus respectivos acontecimentos.
Por esta razão, escolhi esta palavra "Efêmero", para designar o blog. Por durar o instante em que estou aqui escrevendo, e o instante em que vocês estão lendo. Esse instante pode durar um segundo, um minuto, um ano ou a vida toda, mas, seja qual duração tenha, será efêmero, não no tempo, mas na essência. Um instante qualquer no tempo, essas palavras irão se apagar, ou porque eu as deletarei, ou porque vocês a esquecerão, mas elas não ficarão para sempre. O sempre não existe.
Assim somos nós, seres efêmeros com sede de continuidade. Com tudo. Inclusive com os amigos. Tenho visto algumas fotos antigas, tenho percebido movimentações novas, e vejo amigos, grandes amigos, irem embora, a vida vai nos separando naturalmente, cada um com seu rumo de vida, rios que um dia se encontraram, mas que novamente se bifurcam e cada um deles segue seu caminho, sua trilha. De alguns tenho tatuagens, de outros vagas lembranças, de amores, de brigas, de companheirismo, aulas, atitudes, sonhos, planos e tantos outros verbos e substantivos que ficaram perdidos em algum lugar neste meu caminho. Nestes nossos caminhos.
Não devemos sofrer por isso, essa é a verdade. Que cada instante nosso, seja efêmero pois esta é sua essência, mas que seja um tijolo na construção do nosso palácio interior. "que não seja eterno, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure". A definição do poetinha Vinícius para o amor bem se aplica a todos os relacionamentos na nossa vida.
Então, meus amigos que ainda vejo, que não vejo mais, mas que um dia ou outro passaram pela minha vida, eu digo sem medo de errar: Você é muito importante na minha vida. Sucesso.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Fwd: Processo Seletivo 2012 do PPGDEM - Mestrado - UFRN
Denise
---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Programa de Pos-Graduacao em Demografia <ppgdem@ccet.ufrn.br>
Data: 19 de setembro de 2011 09:48
Assunto: Processo Seletivo 2012 do PPGDEM - Mestrado - UFRN
A Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDEM) da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, professora Lara de Melo Barbosa,
no uso de suas atribuições legais e estatutárias, tem a satisfação de tornar
pública, a abertura do Processo Seletivo 2012 para o ingresso de alunos
regulares para o curso de Mestrado, ficando a Seleção regida pelas normas
constantes no Edital disponível no link www.posgraduacao.ufrn.br/ppgdem.
A data de inscrição e envio dos documentos é de 15/09/2011 a 24/10/2011. Os
documentos deveram ser para o seguinte endereço:
Coordenação de Pós-Graduação em Demografia da UFRN
Secretaria do PPGDEM
Centro de Ciências Exatas e da Terra – CCET
Departamento de Estatística,
Av. Senador Salgado Filho, s/n. Campus Universitário
Sala 71, 1º Andar - Lagoa Nova – Natal/RN
CEP: 59078-970.
Para maiores informações: telefone (84) 3342-2520; e-mail: ppgdem@ccet.ufrn.br
Apresentação do Programa
O PPGDEM (Programa de Pós-graduação em Demografia) tem como objetivo
contribuir para o desenvolvimento da ciência e o avanço do conhecimento na
área da demografia e as suas relações com outras esferas do conhecimento,
quais sejam: saúde, educação, socioeconômica, territorial e ambiental.
Dentro dessa perspectiva, o PPGDEM pretende aprofundar os conhecimentos
acadêmicos que contemplem os aspectos relacionados à temática da dinâmica
demográfica, possibilitando a formação de pós-graduados, qualificando-os para
a geração de relevantes conhecimentos teóricos voltados à prática, de tal
forma que estejam aptos a atuarem em áreas estratégicas, visando o
desenvolvimento científico-tecnológico da região Nordeste e do país.
Neste contexto, os objetivos específicos do PPGDEM são:
•Formar recursos humanos em nível de pós-graduação para o ensino superior e
para a produção científica aplicada à área de demografia.
•Formar docentes e pesquisadores que atendam quantitativa e qualitativamente
às necessidades do ensino superior na área de demografia, absorvendo uma
demanda regional e também nacional, uma vez que os cursos de formação em
Demografia no Brasil estão, atualmente, concentrados na Região Sudeste
(Cedeplar/UFMG, Belo Horizonte; NEPO/UNICAMP, Campinas).
•Formar recursos humanos para o uso adequado de técnicas e análises
demográficas e estatísticas para a compreensão e resolução de problemas
regionais;
•Difundir o conhecimento científico em estudos populacionais para a sociedade,
por meio de atividades de pesquisa e extensão;
Trata-se de um Programa que propicia ampliar o conhecimento em uma
perspectiva multidisciplinar, favorecendo a aplicação desse mesmo
conhecimento, atraindo candidatos egressos das ciências sociais, estatística,
matemática, economia, geografia, ciências da saúde, entre outras. Além disso,
o mesmo atenderá uma demanda que não se restringe ao ambiente da UFRN, mas
compreende profissionais egressos de outras instituições de ensino do próprio
estado do Rio Grande do Norte (Universidade Estadual, Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do RN, Universidade e Centros Universitários
privados), da Região Nordeste e mesmo outras regiões do país. Assim,
levando-se em conta tal objetivo, o Programa se propõe a incorporar candidatos
com diferentes formações acadêmicas e diferentes origens na sua formação de
graduação.
ATT
MÁRIO VINICIUS
SECRETÁRIO PPGDEM
---------------------------------------
Programa de Pós-Graduação em Demografia
Centro de Ciências Exatas e da Terra
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
sábado, 30 de julho de 2011
Quadrinhos de Gus Morais
Um dos meus preferidos é o Mapas, logo abaixo. Conheçam o trabalho em http://www.gusmorais.com/
terça-feira, 26 de julho de 2011
Da série: Eu deveria ter escrito isso
O que acontece comigo, que não consigo andar pelo mundo pegando coisas e trocando-as pelo modelo seguinte, só porque alguém adicionou uma nova função ou a diminuiu um pouco?
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos no varal junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram, tiveram seus próprios filhos e se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Entregaram-se, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, eu me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O queacontece é que não consigo trocar os instrumentos musicais uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades.
Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez.
Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais! Compravam-se para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo casamento, tivemos mais cozinhas do que as que haviam em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar.
Nada se arruma, não se conserta. O obsoleto é de fábrica. Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viualgum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas: o afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os seleiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de ... anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos carros e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava.
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor... É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com "guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa", mudar para o "compre e jogue fora que já tem um novo modelo".
Troca-se de carro a cada 3 anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado... E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas... por amor de Deus! Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher, a mesma e o mesmo nome? Educaram-me para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Porque, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (por que éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.
Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular poucos meses depois de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres. A terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres.
E guardávamos... Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrigerantes!!! Como, para quê? Fazíamos capachos, colocávamos diante da porta para tirar o barro dos sapatos. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.
Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar isqueiros descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para isqueiros descartáveis. E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de fiambre, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas dos primeiros radinhos transistores passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais. Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim.
As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.
Os jornais!!! Serviam para tudo: como de forro para as botas deborracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisaspara enrolar. Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um embrulho de bananas. E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Cosmopolita era a marca de um fogão que funcionava com gás) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um val ete de espada que dizia "esta é um 4 de paus".
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo.
Eu sei o que nos acontecia: custava-nos muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis. Aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, nos disseram: comam o sorvete e depois joguem o copinho fora! E nós dizíamos que sim, mas, imagina que a lançávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as rolhas de cortiça esperavam encontrar-se com uma garrafa.
E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!! Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o casamento e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.
Mordo-me para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer! Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno. Não vou dizer que aos velhos se declara a morte quando apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com gel no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar neste mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue...
"A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo. "
quinta-feira, 23 de junho de 2011
A idade e a mudança
Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de
todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha
e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível...
A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora
exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação
calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que
tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado
'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo.
Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas
cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de
senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver
antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos
comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida
toda para um bem menorzinho.
Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que
havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar
uma vida mais compacta e simplificada.
Rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o
mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um
não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que
tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se
muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica
escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe
a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de
as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica
que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...
